
Há quase 40 anos que o Desportivo de Beja vive em sobressalto. Emblema máximo da região, com um percurso importante e uma mobilização de pessoas que o puseram nesse patamar, o emblema bejense tem suportado crises atrás de crises, sem que uma boa parte da cidade pareça importar-se com o problema. Aliás, hipocritamente, muitos daqueles que em determinados momentos andaram a apaparicar o Desportivo de Beja, hoje olham-no com sobranceria, manifestando-se alheios ao seu doloroso estado.
A verdade é que sempre faltou ali um projecto coerente. Uma ideia e um rumo para sustentar o clube, dar-lhe sólidas raízes e lançá-lo em desafios com medidas justas. Pelo contrário, o Desportivo sempre foi empurrado para sonhos acima das suas possibilidades. Sem alicerces ou sensatez!
O resultado aí está: sucessivas facturas e dificuldade para resolver que obrigam a reinventar soluções e novas estratégias. O emblema da rua do Sembrano está em coma e, em bom estilo popular, o que aí vem é mais meia-dúzia de receitas para “tapar buracos” e “mantê-lo ligado às máquinas”, impedindo que desapareça de uma vez por todas.
Que fazer, então, com este Desportivo de Beja? Muito sinceramente, achamos que o primeiro passo tem de ser uma refundação. O actual clube está infectado com problemas e só alguns paliativos não chegam para a verdadeira cura. Em síntese, falando curto e directo, é preciso acabar com o Clube Desportivo de Beja e formar um Desportivo de Beja Clube, ou outra qualquer designação que se entenda adequada. E este processo deve ser assumido frontalmente pelos sócios e pela cidade.Autarcas, empresários, sociedade civil, devem compreender que Beja precisa de ter um clube com expressão e dinâmica. Um clube que aposte no futebol jovem, que tenha modalidades, que abra uma sede nova e dinâmica, que tenha ambição realista no futebol sénior. No fundo, um emblema que dê expressão e seja estandarte de uma capital de distrito. E neste caso, como noutros, são as pessoas de Beja que têm de contribuir para ter um clube assim e não estar à espera que a solução nasça do céu…
AJB
A verdade é que sempre faltou ali um projecto coerente. Uma ideia e um rumo para sustentar o clube, dar-lhe sólidas raízes e lançá-lo em desafios com medidas justas. Pelo contrário, o Desportivo sempre foi empurrado para sonhos acima das suas possibilidades. Sem alicerces ou sensatez!
O resultado aí está: sucessivas facturas e dificuldade para resolver que obrigam a reinventar soluções e novas estratégias. O emblema da rua do Sembrano está em coma e, em bom estilo popular, o que aí vem é mais meia-dúzia de receitas para “tapar buracos” e “mantê-lo ligado às máquinas”, impedindo que desapareça de uma vez por todas.
Que fazer, então, com este Desportivo de Beja? Muito sinceramente, achamos que o primeiro passo tem de ser uma refundação. O actual clube está infectado com problemas e só alguns paliativos não chegam para a verdadeira cura. Em síntese, falando curto e directo, é preciso acabar com o Clube Desportivo de Beja e formar um Desportivo de Beja Clube, ou outra qualquer designação que se entenda adequada. E este processo deve ser assumido frontalmente pelos sócios e pela cidade.Autarcas, empresários, sociedade civil, devem compreender que Beja precisa de ter um clube com expressão e dinâmica. Um clube que aposte no futebol jovem, que tenha modalidades, que abra uma sede nova e dinâmica, que tenha ambição realista no futebol sénior. No fundo, um emblema que dê expressão e seja estandarte de uma capital de distrito. E neste caso, como noutros, são as pessoas de Beja que têm de contribuir para ter um clube assim e não estar à espera que a solução nasça do céu…
AJB
4 comentários:
Excerto do texto de AJB:
"A verdade é que sempre faltou ali um projecto coerente. Uma ideia e um rumo para sustentar o clube, dar-lhe sólidas raízes e lançá-lo em desafios com medidas justas. Pelo contrário, o Desportivo sempre foi empurrado para sonhos acima das suas possibilidades. Sem alicerces ou sensatez!"
Tendo pertencido a algumas direcções e comissões directivas após José António Chalaça com pessoas como José Fernando, António Romão e muitos outros, não quero deixar de dizer que algumas pessoas têm a memória muito curta. Quero apenas lembrar que tivemos possibilidade de efectuar negócio com a Galp e a Mac Donald com um contrato de concessão por 25 anos num terreno que a C.M. Beja tinha destinado ao clube e que à última hora nos foi retirado, esse negócio a ter-se concretizado tinha garantido o futuro do clube, com estabilidade, por muitos anos. Depois perspectivou-se a hipótese de poder ter um acordo com um empresário angolano para termos em Beja jogadores com a valia do Mateus (certamente que os desportistas desta cidade ainda se lembram bem deste jogador) para valorização da nossa equipa principal e permitir-nos um encaixe financeiro com a posterior venda desses jogadores, mas essa hipótese infelizmente não se concretizou.
São apenas dois exemplos que contrariam claramente o texto de AJB e que mostram que houve o propósito de dar uma sustentabilidade ao clube, criando alicerces para um crescimento sólido e gradual, de uma forma sensata.
É verdade que não se conseguiu atingir esse objectivo que foi definido como principal e prioritário e que permitiria ao clube viver hoje com outro desafogo, mas também é verdade que o clube tinha dívidas num valor superior a 500.000€ e que hoje, essa dívida deverá rondar um pouco mais do que os 50.000€, uma situação claramente melhor do que a anterior (cerca de 1/10 da dívida).
O actual problema do Desportivo não é o seu passivo, é um problema de gestão corrente, pois com a actual conjuntura económica torna-se mais difícil arranjar apoios ao nível das empresas e das pessoas, dificultando muito a gestão do clube.
E não nos devemos esquecer que o Despertar, tendo feito o pedido para um terreno depois do Desportivo, tem talvez já há cerca de 10 anos um terreno onde se instalou a BP e que lhe proporciona uma fonte de receita muito importante e que lhe permite encarar o futuro com outra tranquilidade.
Tivesse o Desportivo tido o mesmo tipo de tratamento que o Despertar e, hoje, as coisas seriam, certamente, muito diferentes.
José Carlos Bengala
jose bengala já nos habituou aos seus textos traumatizados de pós direcção e de inveja para com os outros clubes da cidade. Recomenda-se psicologo
Ao anónimo das 23:28
1-Felizmente ainda não preciso de psicólogo nem fiquei traumatizado;
2-Deves ser do Despertar e nem tens a coragem de te identificar;
3-Não tenho qualquer inveja de outros clubes, digo é que o Desportivo foi prejudicado e isso é um facto;
4-E dou exemplos concretos de que o texto de AJB revela memória curta (fui entrevistado por esse senhor num café da Rua do Touro há uns anos atrás, na altura para o Diário do Alentejo).
Por acaso o unico desporto que me seduz é aquele que o meu clube pratica, o andebol, e que o torna o clube com mais praticantes em actividade na cidade (e não o Despertar), e o unico que consegue trazer a Beja regularmente equipas "grandes", como o SCP, o SLB, os Belenenses, Vitória de Setubal etc. O clube que aproveitou o que a camara lhe deu em tempos para rentabilizar nos campos de tenis e criar receitas fixas, que o seu clube nunca conseguiu. Se observar, todas as instituições em Beja criaram receitas fixas, sendo que o ultimo caso é o do Bairro da Conceição, onde pessoas apaixonadas pelo desporto, mas tal como os nossos, sem recorrerem aos DRs e às gravatas, conseguiram edificar um pavilhão, relvar um campo, conseguindo criar as tais bases para um futuro risonho. Há que assumir que o seu clube precisa de repensar as estratégias, e não tocar "mais do mesmo". Sabe que a equipe sénior da ZOna Azul treina 4 vezes por semana? E tem muitas vezes jornadas duplas, isto é, jogos ao sábado e domingo? E sabe quanto ganham os seus jogadores? E sabe porque? Porque fazemos formação e temos jogadores formados em casa, que sentem e amam o clube! Não temos angolanos pagos, treinadores profissionais, nem tão pouco dívidas em situações tão simples como o gasóleo para ir para um jogo. Se tudo deu errado, se as sucessivas direcções do Desportivo de Beja não conseguem resolver as crises, porque continuar com a aposta clara, unica e massiva no futebol sénior? Porque abdicar à muitos anos de toda a formação, e este ano hipotecar a presença em Infantis e Escolas, a base e alegria, em prol de uma equipa de futebol para disputar um distrital, onde segundo sei muitas equipes não pagam nada? Até o sr. Engenheiro me dará razão, correcto? Como cidadão de Beja custa-me ver o clube mais representativo da cidade por este caminho. Sugiro-lhe: volte a terminar o que iniciou, desta vez com uma politica assente na estabilidade financeira, e não nuns rapazes que até dão uns toques na bola mas levam o dinheiro todo. Tinha e tem, pelo que ouço, mais que capacidade para isso.
Saudações desportivas
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